Há dias em que pegas nas estrelas e as sentas no teu colo, a brilhar.
Contas-me as histórias, contas-me as memórias,
E falas das estrelas devagar.
Há dias em que pegas nos planetas e os pões na tua mão, a girar.
Falas-me do mundo, de gente que, no fundo,
Só queria ter o mundo para brincar...
E no meio das histórias,
Entre o sol e as memórias,
Nós paramos no tempo a conversar.
Nós paramos no tempo a conversar.
Há dias em que pegas nos teus livros e mos lês, como se fossem uma canção.
Lês-me o universo, escrito a negro, num verso,
Escrito a negro, na palma da tua mão.
Há dias em que pegas no tempo e o guardas nos confins da tua mente.
E ele acelera, sem sabermos, vai contra os nossos termos,
Ao termo-lo parado, de repente.
E no meio das histórias,
Entre o sol e as memórias,
Nós paramos no tempo a conversar.
Nós paramos no tempo a conversar.
Há uma secretária onde te sentas
A ler sobre o longínquo e o profundo,
Atrás de uma janela de luz branca,
Ao lado daquela moldura mansa.
Quando te sentares nesse teu refúgio,
A tentar saber porque é que a vida corre,
Lembra-te das estrelas e do mundo,
De quando o tempo pára e o relógio morre.
De quando o tempo pára e o relógio morre.
credits
from Colibri,
released January 22, 2016
Copyright 2016 Liane Silva. All Rights Reserved.
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