Que triste que é quando cai a maré
E eu volto p’ra dentro das minhas visões.
Que seco, que frio, o morrer do pavio,
Quando caio em mim, em grilhões.
Que triste esta mente, doce adicção,
P’ra onde volto, despida da fé.
Que vício, que dor, esta alucinação,
Quer-me sempre nela, quer-me no que é...
E eu volto sempre aos fantasmas que me prendem,
Não quebro o ciclo, quero mais, sem motivo.
Que triste que é, cai a maré,
E eu rendo-me ao chão, já não sou de pé.
Que triste que é, cai a maré,
E eu caio com ela, em uníssono...
Que triste que é quando cai a maré
E surgem ao longe as minhas ilusões,
Seguras cá dentro, nesta prisão,
Não saio de mim, presa nos grilhões.
Que triste este amor, perverso de si,
E eu fujo à dor e escondo-me assim.
Que vício vazio, esta alucinação,
Quer-me sempre nela e eu não digo que não...
E volto sempre aos fantasmas que me prendem,
Não quebro o ciclo, quero mais, sem motivo.
Que triste que é, cai a maré,
E eu rendo-me ao chão, já não sou de pé.
Que triste que é, cai a maré,
E eu caio com ela, em uníssono...
Mas desta vez, quero sair, quero ser eu, quero o mundo assim.
E desta vez, quero o real, porque sempre que minto,
Quem morre sou eu, e nada é meu no final...
E volto sempre aos fantasmas que me prendem,
Não quebro o ciclo, quero mais, sem motivo.
Que triste que é, cai a maré,
E eu rendo-me ao chão, já não sou de pé.
Que triste que é, cai a maré,
E eu caio com ela, em uníssono...
credits
from Colibri,
released January 22, 2016
Copyright 2016 Liane Silva. All Rights Reserved.
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