Começa por estender a mão,
Promessa de sair do chão...
Interessa a foto de eleição,
E no fim, é o rei da multidão...
Estende o corpo no trono só,
Despe o medo e sorri sem dó,
Interessa a coroa já sem pó,
E no fim, é o rei escolhido por nós...
Acorda, já deste tudo, nada te sobra em luto,
Já é tarde e passa a hora, a nossa hora, a nossa hora.
Aguenta, que o trono é senda, verme que se alimenta
Do olhar que se contenta, aguenta, não te rendas!
Mente ao estender a mão,
Promessa antiga cai ao chão...
Interessa a boca de opinião,
E mantém-se o rei da multidão...
Cresce o ego, a compulsão,
Despe o medo e o sorriso vão,
Suprime, apaga o cidadão,
E mantém-se o rei da multidão...
Acorda, já deste tudo, nada te sobra em luto,
Já é tarde e passa a hora, a nossa hora, a nossa hora.
Aguenta, que o trono é senda, verme que se alimenta
Do olhar que se contenta, aguenta, não te rendas!
credits
from Colibri,
released January 22, 2016
Copyright 2016 Liane Silva. All Rights Reserved.
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